Nunca Me Sonharam é um documentário em longa-metragem idealizado e patrocinado pelo Instituto Unibanco. Como esta peça se encaixa na estratégia de comunicação da marca do Instituto. O filme apresenta os desafios do presente, as expectativas para o futuro e os sonhos de quem vive a realidade do Ensino Médio nas escolas públicas do Brasil, através da voz de estudantes, professores e especialistas.
Estreou em cinemas em junho de 2017 e, durante as 2 primeiras semanas, teve exibições fechadas para público convidado (educadores e interessados em educação) em São Paulo, Rio de Janeiro, Natal, Goiânia, Vitória, Teresina e Fortaleza, além de sessões gratuitas abertas ao público em São Paulo e Rio de Janeiro nos cinemas do Espaço Itaú.
Sua distribuição mais ampla se deu pela plataforma VideoCamp, que permite exibição gratuita e tem recursos de acessibilidade (closed captions, linguagem de sinais e descrição do áudio em português). O patrocinador também incentivou e deu apoio técnico e de divulgação para que escolas de todo Brasil organizassem exibições abertas em seus espaços.
O filme também está disponível em iTunes, NetNow, GooglePlay, VivoPlay e Youtube (aluguel).
A direção do filme é de Cacau Rhoden e o argumento é de Tiago Borba e Ricardo Henriques (ambos do Instituto Unibanco) em conjunto com Cacau Rhoden. A produção foi feita pela Maria Farinha Filmes.
Conceitos e definições
A escolha de um produto audiovisual que retratasse a realidade e as vivências que envolvem a educação pública para a juventude se deu por seu potencial em despertar a esfera emocional de quem assiste.
Uma das primeiras definições do processo foi a da produtora Maria Farinha, por seu posicionamento consolidado na área de filmes ligados a causas como “Criança, a Alma do Negócio”, “Muito Além do Peso”, “Território do Brincar”, “Tarja Branca”, “O Começo da Vida”, entre outros.
Inicialmente o filme deveria ter duração de 40 a 50 min e a presença do programa Jovem de Futuro seria explícita no vídeo, como uma espécie de grande divulgação do programa. Ao longo das discussões com o diretor e a partir uma pesquisa nos territórios, com entrevistas com gestores e outros personagens indicados pelas equipes locais das secretarias de educação, foi se delineando uma visão mais ampla do roteiro do filme, onde decidiu-se que nem o nome do Instituto e nem o nome do programa Jovem de Futuro deveriam aparecer explicitamente no filme, também se ampliou a duração para cerca de 90 min e garantiu-se ao diretor liberdade criativa desde que fosse orientado pelos valores do Instituto. Estas definições fizeram com que o filme deixasse de ter um caráter de divulgação publicitária e passasse a ter características de um branded content.
Definiu-se a questão norteadora do roteiro: como nós, enquanto sociedade, estamos cuidando da qualidade da educação oferecida aos jovens na fase mais sensível e transformadora de suas vidas?
A ideia central do filme era trazer a realidade da educação pública brasileira para a discussão na sala de jantar de educadores e de parte da sociedade nem sempre tem um contato próximo com a educação pública. O principal objetivo era criar awareness para a causa da educação pública de jovens, e em menor grau pretendia aumentar a consideração e reputação do Instituto Unibanco – Não havia objetivo de geração de receita, visto que o Instituto é financiado por um fundo endowment.

Embora sem interferência na direção e nas filmagens a participação do Instituto foi fundamental na escolha e no convite aos especialistas participantes e na seleção e facilitação das filmagens nas escolas e redes de ensino. Buscou-se escolas com diversidade de contextos (rural, urbano, grandes, pequenas, de diferentes linhas de pensamento…sempre do ensino médio público dos estados que tinham o programa Jovem de Futuro- CE, ES, GO, PA, PI e RN). A atuação do Instituto, através de outros programas e parcerias, no Rio de Janeiro e em São Paulo, também trouxe personagens destas regiões. Outros acordos entre patrocinador e produtor foram que o tom do filme não deveria ser de lamentação ou denúncia e mesmo retratando realidades desafiadoras e complexas deveria buscar entender a situação e apontar caminhos e que a voz dos jovens deveria ter espaço similar aos especialistas e educadores. Estas definições foram importantes para que o filme tivesse a ´cara´ do patrocinador.

Resultados
Na época de seu lançamento (8 de junho de 2017), o filme ficou em exibição em cinemas em 8 cidades brasileiras, por 6 semanas, mas continua tendo visibilidade, para um público no nicho da educação, na plataforma Videocamp e em plataformas de streaming. Além disso é exibido com frequência em encontros de educadores e ongs.

A partir do material bruto do filme foi gerada uma websérie temática de 20 episódios de aprox. 5 min cada para a utilização em formação presencial de professores e gestores escolares e no Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA) do programa Jovem de Futuro.
Até junho de 2019 o filme já tinha quase de 7 mil exibições pelo Videocamp, quase 320 mil pessoas registradas como audiência pelas sessões públicas. Ao contabilizar todas as o público do filme foi de mais de 400.000 pessoas (conforme tabela abaixo).
O Instituto acredita que o filme cumpriu seu papel de reforçar o posicionamento da marca e ampliar o conhecimento e debate da causa da educação pública na sociedade e os desafios da fase da juventude. A geração de receita não é um objetivo da marca. Toda receita é revertida para ações sociais.

Sobre o Instituto Unibanco
O Instituto Unibanco é uma instituição sem fins lucrativos que atua pela melhoria da qualidade da educação pública no Ensino Médio, por meio da gestão. Seu objetivo é contribuir para a permanência dos estudantes na escola, a melhoria da aprendizagem, e a redução das desigualdades educacionais. Seus valores que são refletidos no filme são: valorizar a diversidade, acelerar transformações, conectar ideiais e basear-se em evidências. Fundado em 1982, integra o grupo de instituições responsáveis pelo investimento social privado do grupo Itaú-Unibanco.
Sobre o Programa Jovem de Futuro
Principal iniciativa do Instituto Unibanco, o programa Jovem de Futuro tem foco na melhoria da aprendizagem dos estudantes do Ensino Médio, sua permanência na escola e na redução das desigualdades educacionais; por meio da gestão da educação. É implantado em parceria com as secretarias estaduais de educação, por meio de acordos de cooperação, sem transferência de recursos financeiros. Lançado em 2007, o Jovem de Futuro já impactou aproximadamente 3 milhões de estudantes e as atividades de mais de 3 mil escolas públicas de 11 redes estaduais de ensino. Atualmente, o programa tem parceria com seis estados (CE, ES, GO, MG, PI e RN). Durante as gravações do documentário em 2016, ainda não havia a parceria com Minas Gerais, porém o estado do Pará fazia parte do programa. A facilidade de acesso ás escolas dos estados parceiros assim como o interesse do Instituto Unibanco em divulgar os locais que atua foram determinantes para que a maioria das cenas em escolas fossem gravadas nos estados que participavam do Programa Jovem de Futuro naquele momento.