Em 2018 a Nike estreou sua campanha para a Seleção na Copa do Mundo na Rússia com tema “Vai na Brasileiragem”, no filme a marca usa e abusa dos estereótipos do país e destaca os locais em que o futebol brasileiro nasce: nas ruas e nos campos de várzea.
Produzido pela Wieden+Kennedy São Paulo, o conteúdo de 100 segundos tem como mote principal do storytelling a inspiração gerada pelo talento e comprometimento do futebol brasileiro ao longo das décadas, passado de geração em geração como em nenhum outro país. Nos bastidores de uma partida, dentro de um vestiário, Philippe Coutinho assiste pelo celular um vídeo que questiona se ainda existe a Brasileiragem no futebol brasileiro. A partir disso, a história se desenrola numa cadeia de inspirações que vai além do futebol tradicional, abordando elementos da nossa cultura.
A marca detentora de campanhas clássicas do futebol lançou estrategicamente a resposta diante da percepção do 7×1 contra Alemanha em 2014, quando o país passou por uma de suas maiores frustrações: a perda do hexa. Dada importância desse esporte brasileiro que alavanca o evento há séculos, percebemos a necessidade da retomada de uma reputação ofuscada diante do ocorrido. O reforço-positivo deu certo e a massa voltou os olhares para o Brasil com a otimista dúvida “será que ainda temos Brasileiragem?”, fechando com o puxar de um grito de respeito protagonizado por Kauã Valente, da equipe sub-10 do Vasco recita “[…] essa camisa aqui tem história!”.
As condições de desenvolvimento educativo são precárias e os acessos prioritários automaticamente são fechados. Uma criança que mora no morro infelizmente não encontra muitas referências profissionais possíveis para além do futebol “[…] olha a oportunidade que vocês têm, olha onde vocês estão”, fala final destacada na preleção do pequeno jogador.
Os embaixadores da marca são os exemplos dessa “oportunidade” Neymar, Thiago Silva, Willian e Philippe Coutinho carregam histórias bem parecidas, os meninos do futebol de várzea que foram escolhidos por olheiros no passado e hoje estrelam suas chuteiras em times renomados pelo mundo, principalmente na Europa.
Outro grito de respeito é protagonizado por Kauã Valente, da equipe sub-10 do Vasco recita “[…] essa camisa aqui tem história!”.
Não esquecendo ainda, é claro, de destacar Ronaldo “Fenômeno” como veterano na campanha.
O jovem nutre o sonho de se tornar jogador de futebol em clubes dentro e fora do país, com isso, trabalha todo seu talento para ganhar a ascensão.